terça-feira, 31 de julho de 2007

Vinho de uva-passa


























É certo que nem tudo é errado,
o mundo corre as pressas,
ruas e avenidas.

As luzes ascendem,
se apagam e tornam a se ascender,
tudo passa rápido e ninguém para pra ver.

Assim a vida passa,
até a uva passa,
tudo passa.

Enquanto isso,
fico aqui,
eu e minha taça,
bebo devagar,
saboreio aos poucos.

Cada gole é único,
assim como o dia,
que nasce cada dia de um jeito.

Continuo aqui,
cada hora em um leito,
com meu vinho que já é velho,
mas que de tão velho,
fica tão melhor.

Afinal,
é bom ser velho,
é bom também ser novo.

Mas bom seria mesmo,
se pudéssemos viver o ontem denovo.

O vinho acaba,
tudo acaba,
sem vinho,
só me resta beber água.

Outro dia eu volto,
tudo volta,
vai voltar a lucidez,
eu é que não vou esperar,
vou voltar,
pra minha 'doce embriaguez'.

(Rhulian Marcus)

Foto: Rhulian Marcus
Av. São João - São Paulo / Vista noturna

5 comentários:

Carol_lola disse...

aaaa que massa
iuashduioashduiasd
adorei
;*

Anônimo disse...

texto simplesmente perfeito!!
amei ;]

Anônimo disse...

poesias são sempre lindas, com rima, sem rima...poesia é sempre espelho de almas sensíveis...continua escrevendo, fião (com qm eu aprendi isso meu Deus?)

Anônimo disse...

isso rolha, continua nessa embriaguez mesmo, dando pt como sempre.. hauahuahuahauhaua
ate nas poesias eim.. anemmm
ou,mas agora serio, adorei mesmo... continue escrevendo q rola viu... ta muito massa
bj

Anônimo disse...

Rhu...
muito lindo
nem sabia q vc escrevia poemas. amei muitoo!
um bjoo
=**